2006-11-18 03:25:25
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O Zen e a arte cavalheiresca da programação orientada a objeto (Parte 7)

Olá pessoal, depois de mais um longo e tenebroso outono(?!) de muito, muito trabalho estamos de volta. Muito obrigado por todos os comentários e emails, mesmo estando totalmente atolado de trabalho na 32Bits™ eu tento ler todos e respondê-los o mais rapidamente possível. Pra quem tá chegando agora no blog, meu email é danilo[arroba]digitalminds.com.br e você pode ver todos os artigos dessa série clicando no título deste post, ok?

Bom, muitos escreveram perguntando sobre os gnomos. Quando eles vão aparecer nessa tão complexa trama? Qual é sua verdadeira identidade? O máximo que posso dizer é que eles tem contrato para 7 temporadas, e que talvez as respostas ainda demorem um pouco a vir... (funciona pro Lost, não? ;-)

Mas voltando ao que realmente interessa, OOP, ou object-oriented programming, hoje quero preparar o terreno para os próximos episódios. Agora que os conceitos principais já foram apresentados a vocês (se você ainda não sabe o que são classes, subclasses, interfaces, etc, talvez seja bom dar uma olhadinha nos artigos anteriores) gostaria de começar a parte Zen de nossa série. Como nossa marca registrada é gastar metade do artigo falando sobre coisas que são apenas marginalmente relacionadas ao assunto principal, vou tentar explicar o que é Zen em apenas uma palavra, sem nenhum compromisso de conseguir. Vamos lá:

Prática.

Talvez seja mais simples enumerar tudo o que o Zen não é. Zen não significa calma. A frase "Fulaninho é Zen, não se irrita com nada" basicamente não significa nada. Zen não é um conceito esotérico. Zen não é magia, tampouco feitiçaria.

Prática. Contar diariamente de um até dez. Koan. Tornar-se um com o arco. Concentração. Mente de principiante. Buda. E por aí vai.

E o que tudo isso tem a ver com OOP? Bem, caros leitores, a experiência de programação em oop só pode ser totalmente vivida na prática diária. Ler sobre oop é ótimo, mas é como olhar para o dedo que aponta para a Lua, e não olhar a Lua propriamente dita. Como verdadeiramente aprender estes conceitos? Vivendo-os. Como quebrar os Koans das classes, interfaces e patterns?

Recebi alguns emails pedindo que desse exemplos do uso da OOP em situações do dia-a-dia. Muito bem, então vamos começar uma nova etapa dessa série: Digitalminds 2.0.

Já faz tempo que quero refazer o Digitalminds Blogging Engine, que mesmo tendo esse nome bastante pomposo é um script muito furreca, todo remendado, escrito na correria entre trabalhos. Então, vamos nessa? Vamos refazer juntos o DBE, usando os conceitos que falamos, e, ao final do projeto, lançamos o DBE como um produto open source para livre download?

Acho que é uma idéia legal. Tudo bem que já existe o WordPress, etc e tal, mas... se a gente for por aí, TUDO já existe. A idéia é aprender e curtir o processo. Quem se habilita?

Até a próxima. Não percam o próximo artigo, vamos listar nossas premissas para o projeto e quero as opiniões de vocês. Abraço.