Sobre café
Eu pensava que sabia tudo de café. Que o café brasileiro era o melhor do mundo. E que esses gringos não sabiam nada de café. Bem, ontem tive uma experiência transcendental que mudou completamente minha visão sobre esse assunto.
Na estação de Kogarah, que por sinal eu tenho que visitar todo dia pra ir ao centro de Sydney, existe uma patiserrie chamada Michel´s. Até aí, nada de mais, trata-se de uma rede de patisseries muito grande aqui em Oz. Concorre com o Starbucks, um outro favorito deste que vos escreve.
Muito bem, acontece que por uma daquelas coincidências inexplicáveis da vida, nesta filial do Michel´s trabalha a vencedora do campeonato nacional australiano de baristas. Bernadette Barakas (muito provavelmente filha de turcos, muito comuns por aqui) é o nome da moça.
Seu nome ou sua ascendência realmente não têm tanta importancia - talvez o fato de ser descendente de turcos seja um fator determinante aqui mas vamos em frente - o que é importante é que essa moça me serviu na manhã de ontem o melhor café expresso que já tomei em toda minha vida.
Na verdade a seqüencia dos fatos não foi tão óbvia: eu não tinha reparado o pequeno cartaz que atribuía à nossa cara Bernadette o lugar mais alto do pódio, tendo vencido todos os demais baristas da Austrália. Eu simplesmente pedi um café expresso, que aqui na Austrália custa AUS$2,40 em sua versão takeaway, e aguardei a decepção que normalmente viria em seguida. Afinal, 5 reais por uma xícara com 1 dedinho de café? Sim, o café é de qualidade, mas aqui eles levam a idéia de espresso corto um pouco longe demais.
Mas, enfim, quando finalmente tomei o café, alguma coisa estranha aconteceu. Primeiro, não senti amargura nenhuma. Não senti nenhum gosto estranho ao puro pó de café - nada. Foi perfeito. Nenhum ruído. Somente o sublime, intocado sabor dos mais puros grãos torrados e moídos.
Ainda tonto, olhei ao meu redor para tentar descobrir o que estava acontecendo; foi somente nesse ponto que percebi o cartaz, e que de fato meu café havia sido preparado pela maior autoridade nacional na arte de servir café.
Que, por sua vez e por uma ironia do destino, trabalha incógnita em uma pequena patisserie de uma pequena estação de trem em uma pequena cidade da Austrália.
Na estação de Kogarah, que por sinal eu tenho que visitar todo dia pra ir ao centro de Sydney, existe uma patiserrie chamada Michel´s. Até aí, nada de mais, trata-se de uma rede de patisseries muito grande aqui em Oz. Concorre com o Starbucks, um outro favorito deste que vos escreve.
Muito bem, acontece que por uma daquelas coincidências inexplicáveis da vida, nesta filial do Michel´s trabalha a vencedora do campeonato nacional australiano de baristas. Bernadette Barakas (muito provavelmente filha de turcos, muito comuns por aqui) é o nome da moça.
Seu nome ou sua ascendência realmente não têm tanta importancia - talvez o fato de ser descendente de turcos seja um fator determinante aqui mas vamos em frente - o que é importante é que essa moça me serviu na manhã de ontem o melhor café expresso que já tomei em toda minha vida.
Na verdade a seqüencia dos fatos não foi tão óbvia: eu não tinha reparado o pequeno cartaz que atribuía à nossa cara Bernadette o lugar mais alto do pódio, tendo vencido todos os demais baristas da Austrália. Eu simplesmente pedi um café expresso, que aqui na Austrália custa AUS$2,40 em sua versão takeaway, e aguardei a decepção que normalmente viria em seguida. Afinal, 5 reais por uma xícara com 1 dedinho de café? Sim, o café é de qualidade, mas aqui eles levam a idéia de espresso corto um pouco longe demais.
Mas, enfim, quando finalmente tomei o café, alguma coisa estranha aconteceu. Primeiro, não senti amargura nenhuma. Não senti nenhum gosto estranho ao puro pó de café - nada. Foi perfeito. Nenhum ruído. Somente o sublime, intocado sabor dos mais puros grãos torrados e moídos.
Ainda tonto, olhei ao meu redor para tentar descobrir o que estava acontecendo; foi somente nesse ponto que percebi o cartaz, e que de fato meu café havia sido preparado pela maior autoridade nacional na arte de servir café.
Que, por sua vez e por uma ironia do destino, trabalha incógnita em uma pequena patisserie de uma pequena estação de trem em uma pequena cidade da Austrália.
