
EMI anuncia a venda de músicas sem DRM, com mais qualidade, por um preço premium. Steve Jobs, mais uma vez, à frente do seu tempo.
Via Meio Bit
Gostei muito do BarcampSP. A idéia é legal: sair daquele velho esquema tradicional das palestras e conferências, abrindo a participação para todos os presentes. Claro que esse modelo depende das pessoas que estão ali, o que às vezes pode decepcionar uns e outros; Mas eu gostei, e boto fé que a coisa vai continuar crescendo.
Olá pessoal. Minha empresa, a 32Bits™ Criações Digitais está crescendo mais um pouquinho, e estamos contratando dois estagiários com conhecimentos de (x)HTML e css. O salário é legal, damos vale-transporte e o horário é super flexível. Nossas exigências são simples: tem que ser esperto, e tem que gostar de aprender coisas novas. Html e Css são os conhecimentos básicos, e outros, especialmente Actionscript, são muito desejáveis.
Currículos para contato[arroba]32bits.com.br aos meus cuidados, ok? Também é importante ter algum trabalho online pra gente dar uma olhadinha no código.
P.S. Nossa empresa fica no centro do Rio, ao lado do metrô Cinelândia e do cinema Odeon.
É isso aí pessoal, já vi que alguns de vocês também vão estar em Sampa no próximo fim-de-semana, então não vamos deixar de nos encontrar! Já fiz algumas sugestões de temas no grupo, tem muita gente boa e assunto pra falar.
Para ver os artigos anteriores desta série, clique aqui.
Estamos de volta, caríssimos leitores. Mais uma vez agradeço pelos comentários e emails. No último artigo nós fechamos o conceito de controllers, e vimos alguns exemplos práticos de como usá-los. Nos artigos anteriores, definimos as outras partes do MVC, models e views (ou templates). Tudo isso sem escrever uma só linha de código.
Bem, depois de tanto tempo sem digitar um único if, alguns de vocês começam a manifestar uma patologia cientificamente conhecida como "fome de código", ou "Síndrome da abstinência de programação". Os sintomas são variados: suor nas mãos, digitação de códigos procedurais aleatórios, criação randômica de scripts, e, nos estágios mais avançados da doença, envio de emails e comentários para o site deste autor bradando palavras de ordem "Código! Queremos código!".
Para todos que estão desesperados para colocar a mão na massa, uma pequena história Zen talvez ajude a acalmar o espírito:
"Um monge perguntou a seu mestre:
– Mestre, quanto tempo vai demorar para que eu atinja a iluminação?
O mestre respondeu:
– Dez anos.
O discípulo respondeu, agitado:
– Mas e se eu trabalhar duro, estudar todos os sutras, praticar dez horas por dia, quanto tempo vai demorar?
– Nesse caso, respondeu o mestre, vai levar 20 anos."
Se existe uma coisa que é fundamental em OOP é paciência. É praticamente impossível fazer alguma coisa que funcione bem usando essa filosofia de trabalho simplesmente abrindo o seu editor e digitando código. Paciência, esse é o caminho.
Mas é necessário desenhar TODO o sistema, cada detalhe, cada vírgula? Certamente não. Mas como saber qual é o momento de parar de desenhar e começar a programar de fato? Ah, jovem monge, nós saberemos. Acredite, nós saberemos. Chegará a hora em que não teremos mais dúvidas, que vamos olhar nosso desenho do sistema e vamos dizer "é, acho que agora já dá pra começar". Ao longo dos anos muitas metodologias e processos foram criadas para tentar desvendar este mistério. Mas só o próprio desenvolvedor, em seu íntimo, sabe quando está pronto. Por mais documentação que um sistema já possua, por mais discussões que se tenha, por mais diagramas e casos de uso e o que for, sempre existe o momento da iluminação, quando tudo aquilo a que fomos submetidos simplesmente "clica" e começa a fazer sentido. Todas as nossas questões sobre como o sistema funciona começam a ser respondidas claramente, e não há mais nenhuma pulga atrás de nossas orelhas.
É, talvez essa seja uma boa definição: a hora de começar a programar é a hora em que não encontramos nenhuma pulga atrás de nossas orelhas. E nesse momento, ainda tenho algumas quando penso em nosso Digitalminds Blogging Engine. Por exemplo: Já sabemos quais são as classes principais que vamos usar, e como vamos usá-las. Mas ainda não sabemos quais métodos e variáveis elas vão apresentar. Qual a vantagem de termos as superclasses Model, View e Controller se não encontrarmos métodos e variáveis que efetivamente facilitem nosso trabalho de criar um sistema? Isso, caros leitores, é precisamente o que vamos fazer nos próximos artigos. Mas ainda nesse artigo quero tentar responder a uma outra questão que está na minha cabeça: Será que não precisamos de mais nenhuma classe nessa história toda?
Bom, eu sempre costumo dizer que a preguiça é uma das minhas grandes virtudes; ela já me ajudou a resolver inúmeros problemas e a ganhar muito tempo pra fazer o que realmente importa na vida, ou seja, nada. De qualquer modo, o que quero dizer com isso é que sim, acredito que teremos algumas outras classes nos ajudando a fazer coisas repetitivas ou chatas demais.
A primeira coisa que me vem à cabeça é "o que fazemos se um erro acontecer?". Sim, amigos, erros vão acontecer, e nós precisamos estar prontos para lidar com eles de uma forma civilizada. E quem já escreveu um sistema qualquer em linguagem procedural sabe como é chato fazer tratamento de erros. São tantas possibilidades, tantas combinações de erros, tantos ifs e tantos switches que só os mais corajosos acabam fazendo tratamento de erro de uma forma realmente completa.
Mas os criadores da programação orientada a objeto, em sua infinita sabedoria, olharam para nós mortais com piedade e com o som de mil trombetas bradaram "Que se criem as Exceptions!" E então, o mar turbulento do tratamento de erros se abriu, e o povo programador pôde passar em paz. Os criadores do PHP, em sua razoável e confusa sabedoria, olharam para nós, os loucos que usam essa linguagem idiossincrática, e também bradaram "Que se criem as Exceptions em PHP5!". E em um segundo, tudo o que já foi feito em PHP para tratamento de erros se tornou obsoleto e bizarro.
O conceito de Exception, senhores, é uma das coisas mais impressionantes que já foram criadas. E, como todo conceito mais complexo de OOP, é muito difícil de entender, justamente por ser uma coisa relativamente simples. Entendeu? Certamente não. Então fique ligado e não perca o próximo artigo.
Grande abraço pra todo mundo.
— Olha, vamos precisar colocar esses 15 logos na página, mas precisamos que você coloque um em cada parágrafo, ok?
Bom profissional que você é, aceita resoluto a solicitação do cliente e insere uma a uma as imagens na página, transformando a sua linda criação em uma quase-árvore-de-natal feita de símbolos e logotipos que não têm absolutamente nada a ver uns com os outros. Pra que a coisa fique minimamente interessante, você perde mais 45 minutos ajustando o css, mexendo no tamanho das imagens, enfim, fazendo o rejunte e o acabamento.
Considerações estéticas à parte, a página eventualmente fica pronta e você pede a aprovação do cliente. Então, caro amigo, o inesperado acontece:
— Olha, ficou poluído demais. Pode voltar atrás.
O que?! Voltar atrás?
É aqui que entra nosso teste: nessa momento de tensão, caro leitor, o que você faria:
Opção 1: aceita, emburrado, e recomeça de imediato a corrigir o código, removendo uma a uma cada modificação feita. Depois, precisa revisar tudo novamente pra ver ser não ficou nenhum erro, se o layout está igual ao original (mas peraí, eu detonei o original!)
Tempo total: 30 minutos.
Opção 2: aceita, levemente aborrecido, e começa a procurar os arquivos de backup que você havia feito antes de alterar os arquivos. Depois, precisa revisar tudo novamente pra ver se realmente tudo está certo, se aquele “salvar como” foi feito com todas as últimas alterações, se aquela modificação de texto que a menina pediu por telefone estava incluída.
Tempo total: 7 minutos.
Opção 3: aceita, com um sorriso cativante no rosto, e clica com o botão direito do mouse no ítem “TortoiseSVN->Exibir histórico”, escolhe a revisão anterior, e clica com o botão direito novamente “Reverter para essa revisão”. Pronto.
Tempo total: 5 segundos.
Muito bem, meu amigo, minha amiga, o que este teste mostra para nós? Se você respondeu opção 1 ou opção 2 você precisa de um sistema de controle de versão. Fato.
Um sistema de controle de versão guarda diferentes versões de um mesmo documento em um repositório e é capaz de fazer operações com elas. Assim, é possível não só voltar a uma versão anterior de um arquivo instantaneamente, mas também comparar e ver exatamente as diferenças entre duas versões, linha a linha. Mais que isso, duas ou mais pessoas podem trabalhar ao mesmo tempo em um arquivo texto, combinando as partes alteradas quando terminarem. Não é feitiçaria, é tecnologia!
Existem várias soluções para controle de versão disponíveis no mercado. Uma das mais populares é a chamada Subversion, ou simplesmente svn.
O Subversion usa uma interface de linha de comando, mas graças à bondade da comunidade open-source já foi desenvolvida uma interface gráfica para Windows chamada TortoiseSVN que é bem mais fácil de usar. Faça o download da aplicação e da tradução para o português brasileiro no endereço
http://tortoisesvn.net/downloads
Observação: Para quem usa mac, existe o SvnX. É um pouco confuso, mas talvez ajude:
http://www.apple.com/downloads/macosx/development_tools/svnx.html
Depois de instalar o TortoiseSVN (será necessário reiniciar o Windows), você já pode criar seu primeiro repositório:
- crie uma pasta nova para conter seu repositório
- clique com o botão direito do mouse nessa pasta e escolha “TortoiseSVN->Criar repositório aqui”.
Pronto, já temos um repositório. Você não vai trabalhar nessa pasta: os repositórios svn guardam os arquivos num formato proprietário que não pode ser usado; Para trabalhar, é preciso fazer um “checkout” do repositório em outra pasta, ou, em português, “Obter” os arquivos do repositório:
- crie uma pasta para guardar seus arquivos de trabalho;
- clique com o botão direito e escolha “SVN Obter”
- Agora é necessário digitar no campo “URL do Repositório” a url do repositório que você criou. Como trata-se de um folder no sistema de arquivos, use o prefixo file:/// antes do caminho da pasta. Exemplo: file:///C:meurepositorio
- clique OK
Pronto. A partir de agora, os arquivos desta pasta poderão ser “Submetidos” clicando com o botão direito sobre ela e selecionando “TortoiseSVN->Submeter” . Uma janela se abrirá e você vai poder selecionar os arquivos que deseja submeter.
Dica importante: nunca apague ou renomeie um arquivo obtido de um repositório subversion pelo Windows; sempre use o menu do TortoiseSVN. Quando isso acontece, o banco de dados interno do subversion fica perdidinho e você pode ter algumas surpresas.
Para saber mais não deixe de ler o livro “Controle de Versão com Subversion”, que já está parcialmente traduzido para o português no endereço
Nos próximos posts da série, vou mostrar como usar um repositório online do Dreamhost.
Divirtam-se!
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Olá caros amigos caçadores de gnomos. Estamos de volta. Ainda precisamos fechar bem fechado este conceito fundamental chamado controller. Pegando do ponto onde paramos, que tal darmos alguns exemplos práticos de como nossos controllers vão funcionar? Gostou da idéia? Então entra aí e vamos lá.
Onde queremos chegar com toda essa conceituação? Bem, alguma coisa simples que torne o desenvolvimento e o uso de novas funcionalidades bem fácil. Vamos a alguns exemplos.
Primeiro, quero ver uma lista de posts simplesmente acessando a URL
http://meublog/posts/listar
Simples assim. Para criar um novo post:
http://meublog/posts/criar
Ah, e para ver um determinado post, o chamado permalink, quero acessar
http://meublog/posts/ver/xxxx
onde xxxx é o id do post, seja ele um texto ou um número.
Da mesma forma, para editar um post, quero acessar
http://meublog/posts/editar/xxxx
Para apagar um post
http://meublog/posts/apagar/xxxx
e assim por diante. Gostou? Muito bem, meu amigo, você acaba de definir o nosso primeiro controller, e suas primeiras funções ou métodos. Sim, veja a beleza da solução MVC, você está presenciando um mapeamento direto entre classes e métodos diretamente na url que o usuário acessa! Nas urls acima temos um controller chamado posts que tem 5 métodos: listar, criar, ver, editar e apagar.
Repare que ajuda bastante manter a coerência de linguagem - controllers normalmente são substantivos no plural (já que normalmente eles "controlam" dados de um modelo, no caso o controller "posts" lida com as informações do modelo "post") e os métodos normalmente são verbos. Alguns até chamam os métodos de "actions" ou ações, já que realmente nada mais são do que ações de fato. Capisce?
Bom, a essa altura já deve estar claro pra vocês (caso não esteja prometo que devolvo o dinheiro de volta) que já que temos dois modelos (posts e comentarios) precisamos, no mínimo, de dois gnomos: um pra cuidar de posts, e outro pra cuidar de comentários. Nasce, então, o controller "comentarios". Já sabem as urls e métodos que vamos ter que criar?
Por hoje é só. Até a próxima!
Ao longo dos anos aprendi que uma boa estratégia é ter 3 ambientes distintos de trabalho: Produção, Validação e, finalmente, um ambiente de testes internos. O primeiro, intocável, é o ambiente onde os clientes acessam a versão do site atual. O segundo ambiente é o ambiente de validação, onde o cliente aprova as alterações feitas no site. O terceiro é o ambiente onde você testa as modificações antes de apresentar ao cliente.
Acredito que a coisa realmente importante desse approach é ter um ambiente separado de validação para o cliente. Assim você não corre o risco de "quebrar" o site enquanto ele revisa alguma outra coisa que você já fez.
Mas como fazer isso na prática? Um dos motivos da minha simpatia pelo Dreamhost é a possibilidade de criar subdomínios ilimitados. Assim, crio dois subdomínios, um de validação para o cliente e um de teste para mim. Exemplo:
Para criar um subdomínio no Dreamhost é muito fácil: acesse o painel de controle, clique na opção "Domains", e em seguida no link "Add New Domain / Sub-Domain". O painel de controle vai configurar automaticamente o subdomínio pra você e já vai criar a pasta com o mesmo nome no seu diretório home.
Trabalhe localmente e suba os arquivos para o ambiente de teste. Se tudo estiver bem lá, inicie o procedimento de atualização:
Tudo pronto, seu cliente já pode fazer a validação das mudanças. Assim você não interrompe o site de validação durante o upload e tem certeza de que tudo está funcionando no servidor.
Existem formas ainda mais bonitas de fazer este tipo de atualização, especialmente se você tem Subversion disponível. Mas aí é outra dica. Pra coisas simples isso funciona muito bem, e você ainda pode fazer um pequeno script bash pra automatizar tudo.
É isso, gente. Até a próxima. Para ver todos os artigos desta série, acesse http://www.digitalminds.com.br/tags/pw
Vale muito a pena ler o que Mr. Jobs tem a dizer.
Via Alfarrábio, do Bicarato.
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E estamos de volta, amigos, em dia de Superbowl (você nem precisa gostar do esporte, mas assistir à final é quase uma obrigação. Os comerciais mais esperados do ano são exibidos durante o evento, o show do intervalo vai ser de Prince, e quem ainda não ouviu o comentarista da ESPN de futebol americano não sabe o que está perdendo - é a coisa mais engraçada da televisão brasileira). Mas nós não estamos aqui para falar de futebol americano, não é? Nosso assunto de hoje, isso sim, são gnomos!
Os gnomos, como todos sabemos, são criaturas lendárias que geralmente usam chapéus ponteagudos e barbas enormes. Presentes na mitologia européia e nos jardins de muitas pessoas de gosto duvidoso, nossos pequenos amigos têm a fama de ter poderes mágicos e de viajar pelo mundo.
Muito bem, caros leitores, chegou finalmente a hora de revelar a todos o porquê da presença desses furtivos seres em nossa história. O que têm em comum, afinal, os gnomos e a programação orientada a objeto?
(rufar de tambores) (trilha de "psicose") (silêncio absoluto)
A resposta é muito simples. Absolutamente nada.
Mas peraí! Peraí! Antes de pegar os ancinhos, enxadas e outras ferramentas agrícolas e se dirigirem até minha casa bradando "IMPOSTOR! IMPOSTOR! MORTE AO IMPOSTOR" preciso de algumas linhas para me explicar.
Dentro da minha filosofia "PHP de Rua®" procuro sempre usar metáforas para explicar alguns conceitos que considero mais complexos. Ok, algumas dessas metáforas não são tão interessantes assim, mas acho que algumas já ajudaram alguns de vocês a compreender um pouco mais do assunto em pauta. Os gnomos, meus caros, são mais uma dessas metáforas, como vocês já devem ter percebido.
A idéia de usar os gnomos me veio à cabeça quando comecei a entender melhor o conceito de "manager" em orientação a objeto. Muito bem, vamos recapitular um pouco pra lembrar alguns conceitos importantes. Todos se lembram que definimos classes para Automóveis, Seres Humanos, e outros objetos? Agora quero pedir que vocês procurem ver uma característica que todas essas classes têm em comum, do ponto de vista conceitual: todas elas são criadas a partir de objetos que, de um modo ou de outro, são coisas de verdade no mundo real. Um automóvel existe como "coisa" tanto abstratamente quanto concretamente. Não sei se vocês estão entendendo, mas talvez ajude dar um exemplo de alguma coisa que não exista na realidade para que fique mais claro.
Na nossa série temos focado em um tipo de modelagem chamada "Real World Modeling", ou modelagem do mundo real. Ou seja, sempre que falamos de classes e objetos, falamos de alguma coisa que efetivamente existe no "mundo real". Automóveis e Seres Humanos são exemplos disso. Poderíamos falar também de Registros (de um banco de dados) ou Fichas de Cadastro; mas sempre partimos de uma "coisa" que já existe na realidade, um conceito pré-existente. Sempre tive mais facilidade de entender este tipo de modelagem; é o que me parece mais lógico. Mas, como vamos ver, muitas vezes em programação orientada a objeto um sistema é modelado usando conceitos que não são reais, ou melhor dizendo, usando conceitos que são criados somente para o sistema que se está desenhando.
Os Controllers, peça fundamental do design pattern MVC, são justamente um exemplo deste problema. Explico: é fácil imaginar que um sistema de gerenciamento de blogs tenha as classes Post e Comment, pois no mundo real estes ítens são componentes de um blog. O conceito de Controller, no entanto, jamais apareceria se nós tentássemos encontrá-lo simplesmente olhando um blog. Trata-se de uma classe criada a partir de uma metáfora de uso criada especificamente para resolver um problema de programação. Na prática, estas classes são normalmente muito importantes em um sistema, e ao mesmo tempo são as mais difíceis de criar, já que não têm uma contrapartida no mundo real.
Mas muito bem, ok, já entendemos que os tais Controllers são diferentes dos outros objetos, mas o que eles são exatamente? Aha, aí é que está. Eles são gnomos, amigos. Criaturas imaginárias que fazem coisas pra nós. Eles recebem ordens e as executam, não recebem salário e não reclamam (bom, se a gente programa tudo certo eles não reclamam).
Os Controllers são fundamentais no modelo MVC, pois são os responsáveis por receber as ordens, ou requests, dos usuários do sistema, interpretá-las e mandar novas ordens para que outras classes executem seus métodos. Eles mandam no pedaço. São os reis da cocada preta. Os maiorais.
Muitos de vocês talvez já saibam que existem dois métodos muito importantes para se requisitar (request, sacou?) coisas quando no protocolo http. Eles são os superpoderosos GET e POST. O método GET pode ser visto na maioria dos sites, é só procurar uma url que tenha uma interrogação. Nesse tipo de request o pedido é feito na própria url, passando muitas vezes pares de variáveis separados por um & (e comercial). Um request GET típico seria:
http://www.google.com.br/search?q=oop
Este request, como vocês podem imaginar, está passando a variável "q" com o valor de "oop" para o sistema. Tudo bem simples e trivial.
Um request post é muito parecido. Na teoria, estes requests teriam funções diferentes, o primeiro para "pegar" informações do servidor e o segundo para "colocar" ou "postar" informações lá. Mas, na prática, essa regra não se aplica muito, a coisa é bem misturada. Para nós, essa distinção não é importante, e para um Controller de verdade ela também não deveria ser, já que queremos que esse gnomo entenda qualquer tipo de ordem que o usuário passe para ele.
Esse é exatamente o ponto. Um controller "recebe" ordens, ou requests e executa métodos de acordo. Ou seja, qualquer request que chege em nosso site irá ser tratado por um gnomo, ou Controller, que irá dizer para modelos e outras classes "ei, você, post número 25, apareça aqui que o usuário quer editá-lo!" ou "Ei template Lista de Posts, tome aqui esta lista de posts e desenhe-se na tela". Em um sistema que implementa autenticação de usuários, por exemplo, os Controllers perguntariam "Ei, autenticador, este cara aqui pode editar este post?" e coisas assim. Deu pra entender?
Até a próxima. Alguém aí já está se coçando pra escrever algum código? Calma, gafanhoto... Ainda temos que decidir que gnomos precisamos. Vejo vocês por aí. Grande abraço.
Um post rapidinho só pra dar uma notícia importante: a Google está lançando o novo Google Earth 4, que além de inúmeros updates está disponibilizando uma camada de ruas e estradas brasileiras. Vale a pena conferir!
http://earth.google.com/earth4.html
Volto já com a continuação da "Arte". Grande abraço a todos!
Olá todo mundo. Estamos de volta depois de um final de ano chuvoso, marcado pelos excessos gastronômicos e pela total e absoluta imobilidade. Àqueles que conseguiram viajar, meus cumprimentos. A minha viagem vai ficar para o carnaval, não pude viajar desta vez. Acho que a melhor definição dessas "férias" de fim-de-ano foi "uma grande seqüência de sábados, seguida pelo maior domingo de todos os tempos". Mas, quem sou eu para reclamar! Deu pra descansar bastante, curtir um pouco e ganhar a Master League na dificuldade Professional duas vezes.
No nosso último episódio falamos um pouco sobre Views, a letra V do MVC. Pra quem está chegando agora, vale a pena dar uma olhadinha nos artigos anteriores. Hoje vamos falar de modelos. Um assunto muito mais interessante, não? Mas, calmaí. Antes que você se decepcione, não vamos falar de modelos, mas sim de modelos, ok?
Bom, de forma bem simples, o M do MVC é o cara responsável pelo gerenciamento dos dados da aplicação. Toda vez que você precisar ler alguma coisa do banco de dados, ou atualizar alguma informação, você vai utilizar um modelo. A chave para entender os benefícios do MVC é perceber que cada uma das três partes faz um trabalho específico, o que torna tudo no final das contas mais simples e seguro. Na implementação, normalmente se cria uma clase base (normalmente chamada model ou appmodel) que contém quase todas as variáveis e métodos que você precisa para acessar dados no banco. A partir dessa classe, outras classes são criadas, estendendo os métodos para cumprir funcões mais específicas para cada um dos tipos de informação.
A palavra "modelo" talvez seja um pouco difícil de entender. Acho que a tradução foi feita ao pé-da-letra pra manter o acrônimo MVC; mas eu sempre tive dificuldade de entender esse conceito, muito mais do que tive pra entender "View" e "Controller". Pra deixar o conceito mais claro na minha cabeça inventei uma metáfora, talvez ela ajude alguns de vocês. Penso em modelo como um modelo 3d, tipo um robozinho de computação gráfica, responsável por "buscar e levar" os dados até o banco. Assim quando a gente fala que vai criar um modelo para um Post, estamos na verdade construindo um robozinho chamado Post que irá realizar todas as operações com o banco, e guardar informações importantes para nos passar depois. Esse robozinho é criado a partir de um robô genérico, chamado Model, que contém todos os métodos genéricos de todos os robôs. Lembrem que como estamos no mundo da orientação a objeto, podemos criar, na verdade, vários robozinhos Post a partir da classe Post. Esses robôs são instâncias ou objetos da classe Post.
Aliás, pra coisas simples, vocês vão perceber que quase todas as funções ou métodos são muito similares para quase todas as informações. Essa é a beleza dos frameworks MVC como o Rails: só de instalar você já "ganha" uma série de métodos prontos pra usar. Mas essa é uma outra história, que vamos falar um pouco mais tarde.
Muito bem. Quais seriam os modelos que teremos que construir para nossa aplicação funcione? Alguém se arrisca? Vou pelo caminho mais simples, como bom preguiçoso que sou. O primeiro modelo, e mais óbvio, é o modelo de "Post". Sim, amigos, sem posts, não temos um blog. Concordam? Então vamos em frente. Que informações um post deve guardar? Essa é fácil: no mínimo temos que guardar o título do post, seu conteúdo e seu permalink. Pra poder identificar este post de uma forma simples, vamos guardar também uma identificação única, que pode ser um número, por exemplo.
Outro modelo importante pra nosso DBE é o modelo "Comment", que representa um comentário feito em um post. Os comentários vão guardar o conteúdo do comentário e a identificação do post ao qual ele se refere.
Pra nossa primeira versão, que vai ser muito simples, acho que estes dois modelos serão suficientes. O que vocês acham? Ficou faltando alguma coisa? Mandem seus comentários!
Grande abraço e até a próxima.
$ano = 2007;
while ($ano >= 2007){
$felicidade = true;
$paz = true;
$ano = $ano + 1;
}
O leitor Silfar Goulart me fez algumas perguntas por email que prometi responder por aqui. Então vamos lá:
Por que vc escolheu PHP ?
Na verdade, acho que foi PHP que me escolheu. Era uma das poucas opções disponíveis em servidores compartilhados linux. A outra era Perl. Quem conhece Perl gosta bastante, mas sabe que não é uma linguagem muito amigável. Então comecei com PHP.
Por que escrevo esta série em PHP? Bom, porque, como já disse antes, sou preguiçoso e estou muito mais interessado em me aprofundar na parte de design do que em conhecer outras linguagens. Eu realmente acredito que uma aplicação bem desenhada pode ser feita em qualquer linguagem. Dizem que Python é ótima, e eu já andei olhando Ruby e me pareceu muito interessante. Mas como meu tempo é limitado preferi me aprofundar em outras questões que estou achando mais legais no momento.
Agora, por que você vai usar PHP? Bom, primeiro porque ela está disponível em quase todos os servidores compartilhados do mundo. Claro que estas opções estão melhorando a cada dia, cada vez mais provedores estão disponibilizando Ruby e Java, por exemplo. Mas por enquanto, PHP ainda é quase sinônimo de sites dinâmicos no mundo linux.
Segundo, porque é uma linguagem muito gostosa de usar, especialmente simpática para quem está aprendendo. As funções para lidar com arrays são simplesmente maravilhosas, e a versão 5 é bastante esperta, não só em relação a Orientação a Objetos, mas também tem muitas coisas interessantes disponíveis na instalação. Não menos importante é a comunidade de desenvolvedores, muito ativa e prestativa.
Você trabalha mesmo com PHP ?
Sim, trabalho. Não sou um programador full-time, mas eu cuido do desenvolvimento de nossas aplicações server-side aqui na 32Bits™. Não tem nada muito complexo, mas nossas coisas são limpinhas :-)
No Wasabi, quem manda é meu sócio e guru Bruno Goyanna, e aí a coisa é muito mais séria. O Wasabi é todo escrito em Java, com Struts, Velocity, etc e tal. Performance é a palavra chave, e o Bruno é simplesmente "o" cara.
O que acha de python e ruby ?
Conheço muito pouco, mas as duas me parecem muito interessantes, especialmente Ruby. Só fico meio com medo de usar uma linguagem tão nova, sou meio conservador nisso. Quando Ruby estiver há uns 10 anos no mercado aí sim vamos saber se ela é toda essa Coca-cola que andam dizendo.
(UPDATE) O Cris Dias, que além de ser o dono do Vilago é programador Ruby, puxa minha orelha e diz que Ruby nasceu em 1995 também, assim como o PHP. E eu achando que o japa tinha inventado Ruby ano passado. Ignorância minha. É que a linguagem realmente só começou a aparecer por aqui nessa época, mesmo sendo bem forte no Japão. Acho que meu sentimento tem mais a ver com a abundância de recursos na internet disponíveis para PHP. O Cris, faz um artigo aí dando o caminho das pedras pro pessoal!
E sobre os frameworks feitos em python Django e TG ? e em ruby Ruby on Rails ?
Não conheço Django nem TG, mas o Rails é demais. Quem não conhece tem que conhecer, mas acho que é quase impossivel conhecer Ruby sem conhecer Rails, não? Pra quem programa em PHP, o CakePHP é um port muito bom do Rails pra PHP, embora ainda jovem. O que mais me impressiona no Rails é o cuidado com a documentação.
Para ver os artigos anteriores desta série, clique aqui.
Olá todo mundo, escrever nesse calor que está aqui no Rio é quase uma insanidade, mas enquanto houverem leitores a série deve continuar! Hoje vamos começar a detalhar melhor nosso plano falando de uma das partes importantes que compõem o pattern MVC. Mais precisamente, o "V", ou View.
Decidi começar por aí (sei que parece estranho para quem já conhece o funcionamento do MVC) por uma razão bem simples: eu sou preguiçoso, e gosto sempre de começar pelo mais fácil. Na minha modestíssima opinião, o conceito de View é o mais simples dos três, e certamente o mais simples de implementar também.
Quem já trabalhou com algum template engine (como o Smarty, por exemplo), já conhece o conceito de View com outro nome: Template. Basicamente, uma View é um gabarito que permite a visualização de dados dinâmicos dentro de uma determinada formatação. Bom, na verdade é um pouco mais que isso, é também um conjunto de classes que suportam o uso destes templates, afinal se você simplesmente gravar um arquivo com html ele não vai se tornar dinâmico sozinho, não é mesmo?
Uma definição mais careta de View é a seguinte: "uma representação de um estado do modelo". Cuma? Bom, pensei numa metáfora razoavelmente idiota para explicar esse conceito, me perdoem se parecer meio ridículo, mas juro que estou fazendo o melhor que posso :-)
Primeiro, você vai precisar de um caderno, um lápis e um estilete. (?!) É isso mesmo. Vá lá no quarto e pegue um caderno, um lápis e um estilete. Se não tiver um estilete, nosso pseudo template não vai funcionar. Depois você vai entender por quê.
Arranque uma folha do caderno e escreva no topo "Template para criação de Posts". Esse será o nosso template 1. Logo abaixo, escreva "Título do Post:", e embaixo disso, "Texto do Post:". Tudo bem? Bom, você já tem um pseudo template html, mas ainda falta o fundamental, a conexão com o nosso pseudo banco de dados, também conhecido como caderno. O estilete, essa tão importante ferramenta, vai funcionar para fazer a conexão.
Pegue o estilete, e, ao lado do texto "Título do Post", faça um buraco (ou, em nosso pseudo html, um ítem de formulário Input Text) que permita mais ou menos 255 caracteres. Do lado de "Texto do Post:" abra um buraco ainda maior, simulando um TextArea. Eu falei que era uma metáfora meio idiota, não falei?
Muito bem, senhores, vocês têm em suas mãos um Template. Ou uma View, como queiram. Agora podemos usá-la tanto para escrever em nosso "banco de dados" quanto para visualizar seu conteúdo de forma bonita, formatada. Se quiser, você pode editar esse template pintando com hidrocor, sabe como é, dá pra fazer bastante coisa com Hidrocor Style Sheets. OK, deixa pra lá.
Para adicionar um "registro" no "banco de dados" basta "carregar" o seu template, colocando-o sobre uma página vazia do caderno, e escrevendo os dados dentro dos buracos no template. Para adicionar outro registro, vire a página e repita o procedimento. Nesse exemplo, o estado do modelo é a página que você está vendo. Mudar o estado do modelo, portanto, é como mudar de página nesse exemplo tosco. Vocês entenderam?
Claro que um modelo que não é feito de papel pode mudar de estado de outras formas, mudando quais informações estão disponíveis e a forma como elas estão sendo visualizadas. (Ainda preciso ver como fazer sort nesse banco de dados, mas ele possui a grande vantagem de ser portátil, de fácil utilização e ser facilmente expansível "conectando" outros "bancos de dados" quando o espaço acabar. Muito interessante, não? O chato é fazer backup.)
Bom, resumindo, uma View é uma espécie de gabarito que contém partes estáticas (escritas em html, no nosso caso) e outras dinâmicas (escritas em php simplificado, para garantir que não vamos colocar lógica dentro de nossos templates). Claro que os templates que vamos construir são mais poderosos e flexíveis que os feitos em PHTML ou Pseudo Html ou Papel html, sei lá.
Vou dar um exemplo: nosso blog, claro, vai disponibilizar um feed RSS para seus leitores. Usando templates, isso é muito simples: pegamos as mesmas informações que mostramos no blog usando um template bonitinho em html e as mostramos usando um template escrito em XML, no formato Atom, por exemplo. Pra isso funcionar, é só fazer um novo template trocando, por exemplo, a tag "h1" usada no html por uma tag "title", usada no formato Atom. Muito mais fácil do que ficar copiando queries, scripts inteiros, e coisas do gênero.
Em termos práticos, pra nós uma View vai ser um arquivo php que praticamente só contém html. As únicas coisas que estarão escritas em PHP serão os dados que vêm do banco de dados ou algumas funções bem simples para realizar loops, imprimir constantes na tela e pouca coisa mais. Vamos manter nosso DBE bem simples, se depois alguém precisar de mais funcionalidades vamos permitir que se use o Smarty ou qualquer outro template engine pra renderizar nossas Views.
Até a próxima.
Olá a todos. Mais uma vez estamos aqui (excepcionalmente escrevo numa segunda-feira, já que meu fim-de-semana foi totalmente dominado pelo PES6, também conhecido como Winning Eleven 10) pra falar de OOP, ou object-oriented programming. No último post, deixei bastante suspense no ar. O que é o design pattern MVC? Por que usar MVC neste projeto?
Como muitos que nos acompanham já sabem, muitas vezes este esquizofrênico autor acaba fazendo novas perguntas e dando respostas totalmente desvairadas às perguntas feitas anteriormente. Desvairadas no bom sentido, claro - para chegar à essência de qualquer coisa, primeiro temos que entender muito bem suas particularidades; portanto minha resposta à pergunta "O que é o design pattern MVC" vai ter duas etapas (consegui colocar 3 acentos graves em um só parágrafo. Uau.)
Etapa 1: O que é "Design Pattern"?
Design Pattern é o termo utilizado para definir uma prática bem estabelecida em arquitetura de software, uma solução clássica para um problema recorrente. Ou seja: meu amigo, esse problema que você está tendo muito provavelmente alguém muito mais inteligente e com mais disponibilidade de tempo já teve e já resolveu com uma classe, uma beleza que muito provavelmente você não conseguiria. É isso mesmo, o primeiro passo para se tornar um grande desenvolvedor (ou um chutador barato como eu) é aceitar a humildade em seu coração e perceber que as soluções mais bonitas já estão por aí. É só achar. E os design pattern clássicos são pura poesia em forma de código.
"Mas tudo bem, Danilo, eu sou humilde, mas ainda não entendi". Bom, aí, só mostrando na prática, não é mesmo? Então vamos lá, chegou a hora de não explicar o que é MVC.
Etapa 2: O que é "MVC"?
Model, View, Controller. É isso. Entendeu? Olha, se você ainda não entendeu, pode desistir. Não vai adiantar. Invente alguma outra coisa pra fazer, vá mexer no Photoshop, sei lá.
Brincadeirinha. O difícil dessa história de design pattern é compreender a beleza da solução. Só com o uso você pode entender. Eu poderia copiar e colar várias definições sobre o que é MVC, falar sobre toda a teoria, mas, como vocês já sabem, esta não é uma série convencional, e eu estou me propondo a mostrar essas coisas de um ponto de vista mais tosco. Algo como um PHP de rua, se é que vocês me entendem.
Então, pra mostrar ná prática o que é MVC, vou começar listando as coisas que mais me irritavam quando desenvolvia scripts PHP. Aí, se você não entender, realmente vai ser melhor ir fazer gifs animados lá no Photoshop, saca? :-)
- Lógica no meio do desenho da tela
Não existe nada mais desesperador do que lógica no meio do desenho da tela. Digo isso com conhecimento de causa, já que este é um dos piores problemas deste blog que vocês leêm nesse exato momento. É um inferno. Quero trocar o conteúdo de um link, mas ele está no meio de infindáveis ifs (perdoem o trocadilho) e depende de uma outra infinidade de variáveis que não sei mais de onde vieram e pra onde vão. Para criar o RSS feed do blog? Tive que começar do zero, o trabalho de editar o código que já existia nem valia a pena. Um outro exemplo clássico é a versão 2 do OsCommerce, o software open-source de comércio eletrônico. Tentem mudar qualquer coisa ali pra ver. Tem um milhão de condicionais e funções que rodam nas páginas de apresentação de conteúdo, entre um div e um p por exemplo. É coisa pra deixar qualquer um maluco. Um trabalho que poderia levar alguns dias me tomou 3 meses. Eu odeio isso com todas as minhas forças.
- Segurança $_GET e $_POST
Se você usa scripts php diversos para cada uma das páginas do seu site sabe muito bem que cada input do usuário, em cada página, precisa ser validado. Aí, digamos que você tenha 12 páginas php em seu site, e você copia e cola código em todas elas. Ok, agora, imaginemos ainda que 3 variáveis mudaram. Você tem que ir lá e copiar tudo de novo, doze vezes. Os mais espertinhos vão dizer "ah, mas é só fazer um include!", ao que eu respondo "mas, hey, amigo, cada página tem diferenças sutis em relação às outras, os dados comuns têm uma validação diferente de acordo com a situação do usuário e - deus que me livre - de acordo com seus níveis de permissão". Aí, cara, você cai duro, imaginando que aquele orçamento que você deu foi totalmente por água abaixo e que você vai ficar copiando e colando código para toda a eternidade, até que um dia não exista mais PHP no mundo e finalmente você possa descansar em paz.
OBSERVAÇÃO: Claro que dá pra fazer um site ou uma aplicação assim. O que nós estamos falando é de produtividade e capacidade de evolução com o tempo. Todo bom desenvolvedor que conheci é preguiçoso; afinal o computador foi criado pra que nós não tivessemos tanto trabalho, não é mesmo?
- Includes em múltiplos arquivos
Ah, includes. Os includes são uma bênção. Mas quando se tem 30 arquivos php para trabalhar, gerenciar includes se torna uma tarefa muito chata. Uma das soluções que a comunidade desenvolveu ao longo do tempo é o pattern "top.php", um arquivo que é incluído em todas as páginas do site, no topo, que por sua vez inclui outros 30 arquivos necessários ao funcionamento do site. Preciso dizer que tem desperdício de recursos aí? Aquela página que só precisa dos arquivos 1.php e 2.php acaba carregando o 3.php até o 30.php sem precisar. Bons desenvolvedores são higiênicos também; não gostam que tenha sujeira embaixo do tapete.
- SQL misturado com scripts php
Ah, essa é de doer. Já cansei de fazer código que tem SQL misturado, no meio dos scripts PHP. Sim eu era um "lousy coder", um desenvolvedor mixuruca, mas se você olhar tem muito código open source por aí assim. Meu Deus, como eu não via a gravidade desta heresia? Como eu não pude perceber que lugar de SQL não é no script que desenha minha tela? Que sql é coisa muito séria, que deve estar protegido, separado em classes que deixe tudo bem seguro pra que nenhum engraçadinho detone meus dados? Bem, acho que eu realmente não ligava. Mas quando a coisa começou a tirar a minha produtividade, e eu perdia horas procurando "cadê aquela query, acho que deve ser essa aqui" etc e tal a coisa ficou mais clara pra mim. Tinha que haver uma solução melhor pra isso.
Bom, o que posso dizer para vocês é que o pattern MVC resolve estes e muitos outros problemas, e uma vez tendo usado MVC você não vai querer mais voltar para o inferno. Mas tem uma questão: a coisa toda é mais complicada. Fato. Precisa pensar um pouco antes de sair escrevendo código. Precisa planejar. E esse planejamento é precisamente o que vamos começar a fazer no próximo artigo. Até lá.
p.s. o gnomo é o c...